Em um contexto de inflação persistente, o Copom elevou a Selic para 15% ao ano em 18 de junho de 2025, seu patamar mais alto desde julho de 2006 . Isso torna a renda fixa atrelada à taxa, como CDBs e Tesouro Selic, mais atraente no curto prazo, permitindo ganhos maiores sem abrir mão da liquidez.
Por outro lado, o crédito fica mais caro: financiamentos imobiliários, empréstimos e cartões de crédito sobem os juros, afetando o orçamento das famílias e dos pequenos negócios. Quem planeja virar devedor precisa recalcular as parcelas e avaliar o impacto no poder de compra. Além disso, a alta dos juros tende a valorizar o real, diminuindo a rentabilidade de investimentos atrelados ao dólar.
Na bolsa, setores que dependem de crédito — varejo e construção — podem sofrer, enquanto bancos geralmente lucram mais com juros altos. Por isso, revise sua carteira considerando o efeito dos juros em cada ramo.
Na última reunião, em 24 de junho, o BC sinalizou possível pausa nas altas, observando os efeitos já praticados na economia . Não espere, porém, cortes imediatos: continue mantendo uma reserva de emergência em ativos de baixo risco e alta liquidez.
Por fim, em meio a incertezas externas e juros elevados, diversificação é fundamental. Combine títulos de diferentes prazos, ações de empresas menos sensíveis ao crédito e até uma fatia internacional via fundos ou ETFs para reduzir a volatilidade e aproveitar oportunidades de juros altos.
